Em um bate-papo franco e direto, o entrevistado não poupou palavras ao analisar a situação do município, dividindo suas atenções entre as urnas e os hospitais.
A conversa começou quente quando o assunto foi a saúde pública local. Assad lamentou o atual cenário da cidade, disparando uma crítica certeira sobre a falta de estrutura para as famílias: “Nós fomos ceifados da nossa maternidade, hoje ninguém nasce em Anchieta mais”. Segundo ele, a população enfrenta hoje uma saúde precária que precisa de respostas urgentes.
Mas o termômetro subiu de verdade quando o entrevistador questionou Assad sobre os bastidores da última eleição municipal. Sem rodeios e com aquela acidez típica de quem se sente injustiçado pelo sistema, Assad afirmou que a vitória foi “tirada de nossas mãos através do uso do poder público, da máquina pública e do poder econômico”.
Apesar do tom de desabafo e da visível frustração com o andamento das coisas, o entrevistado garantiu que o processo na capital está caminhando e que mantém a esperança de ver uma definição ainda este ano. Pensando no futuro, ele aproveitou para adiantar as peças do tabuleiro e anunciou que o grupo já fechou questão: Edinho será o pré-candidato a deputado estadual para representar não apenas Anchieta, mas toda a região vizinha.
Entre promessas de melhoria e queixas sobre o jogo político, a entrevista deixa claro que a disputa em Anchieta está longe de terminar nos tribunais ou no microfone. O eleitor, como sempre, assiste a tudo esperando para ver se as soluções para problemas tão antigos finalmente vão sair do papel.


