Homens são 86,8% das vítimas; lagos, lagoas e represas concentram o maior número de mortes; Linhares lidera o ranking municipal
Três pessoas morreram afogadas, em média, por semana no Espírito Santo ao longo de 2025, totalizando 141 mortes no ano. Em 2026, o ritmo segue elevado: até julho, já foram registradas 76 vítimas, o equivalente a uma morte a cada dois dias e meio. Os dados fazem parte de um estudo inédito divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), na semana do Dia Mundial da Prevenção de Afogamento.
Apesar de representar redução em relação a 2024, quando foram registradas 155 mortes, o número de 2025 ainda é 36 casos superior ao registrado em 2018, primeiro ano da série histórica, com 105 óbitos. O pico foi em 2023, com 165 casos.
Os homens representam 86,8% das vítimas fatais registradas entre 2023 e 2025, com 7,2 vezes mais chances de morrer por afogamento do que as mulheres. A faixa etária de 15 a 24 anos concentra a maior proporção dos casos, com 17,4%. Crianças de até 4 anos representam 7,4% das mortes, percentual superior ao registrado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, que somam 6,3%.
Em relação aos locais, lagos, lagoas e represas concentraram 33,6% das mortes entre 2023 e 2025, seguidos por cursos d’água com 30,2% e pelo mar com 20,2%. Segundo o Corpo de Bombeiros, ambientes de água doce transmitem uma falsa sensação de segurança e podem apresentar mudanças bruscas de profundidade, pedras e outros materiais submersos.
Entre os municípios, Linhares lidera com 91 mortes registradas entre 2018 e julho de 2026, sendo 63,7% em lagos, lagoas e represas. Guarapari ocupa a segunda posição, com 70 mortes, 78,6% delas no mar. Vitória e Serra registraram 67 casos cada, seguidas por Vila Velha com 62 e São Mateus com 55.
As mortes se concentram entre dezembro e março e também em julho, período de férias. Os fins de semana respondem por 38,2% dos casos, com domingos liderando com 19,3%.



