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Operação Lucas 3:14 cumpriu oito mandados de prisão temporária e investiga crimes de homicídio, fraude processual, pistolagem e organização criminosa

Quatro policiais militares foram presos na terça-feira (3 de junho) durante a Operação Lucas 3:14, deflagrada pela Polícia Civil, Corregedoria da Polícia Militar e Ministério Público do Espírito Santo (MPES) em Ibatiba, no Sul do estado. Ao todo, oito pessoas tiveram mandados de prisão cumpridos. Doze pessoas são investigadas no total.

O ponto de partida das investigações foi uma ocorrência registrada em 5 de dezembro de 2025, às margens da BR-262, em área rural de Ibatiba. Na ocasião, uma guarnição da Polícia Militar relatou ter sido recebida a tiros durante abordagem a um veículo suspeito. Dois homens, identificados como Ezequiel de Sousa, de 39 anos, e Claudinei de Paula, de 43, foram baleados e morreram.

As apurações posteriores, conduzidas de forma integrada pela Delegacia Regional de Ibatiba, o comando do 14º Batalhão da PM, a Corregedoria e o Ministério Público, identificaram divergências entre o relato registrado pelos militares no boletim de ocorrência e outros elementos levantados durante a investigação, incluindo suspeitas de ocultação de informações e fraude processual.

Os quatro militares presos são um sargento e três soldados, que atuavam em escalas diferentes e não compunham uma equipe fixa de trabalho, segundo a Corregedoria. A corporação informou que um procedimento administrativo disciplinar será instaurado após a conclusão das investigações para apurar a conduta individual de cada agente.

Além dos policiais, foram presos outros quatro investigados, entre eles dois servidores municipais suspeitos de atuar como intermediários dentro da suposta organização criminosa investigada. As autoridades identificaram ainda conexões entre o caso e uma investigação conduzida pelo Ministério Público envolvendo servidores públicos dos municípios de Ibatiba e Castelo.

As investigações também apontaram a existência de uma antiga disputa familiar na zona rural de Ibatiba. Membros dessa família estão entre as vítimas do confronto de dezembro de 2025. Um deles possuía passagens policiais por homicídio e estava foragido do sistema prisional.

Segundo a polícia, as prisões temporárias permitirão aprofundar as investigações, individualizar as condutas e esclarecer o papel de cada suspeito. Os nomes dos investigados não foram divulgados, pois o caso segue em andamento.

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