“O processo de 2024 não terminou”
ANCHIETA — Quem apostava no isolamento definitivo de Marquinho Assad (Podemos) após o resultado das últimas eleições precisará recalcular a rota. No segundo corte de sua entrevista bombástica, o ex-prefeito elevou o tom e deixou claro que a falta de um cargo eletivo no momento não o retira do tabuleiro de xagrez político de Anchieta. Pelo contrário: para ele, o grupo que lidera nunca esteve tão coeso.
“Achar que o processo eleitoral de 2024 terminou no dia da eleição é o maior erro que os nossos adversários podem cometer”, alfinetou Assad, mostrando que o clima de terceiro turno continua aceso.
Com uma acidez cirúrgica direcionada à atual gestão, Marquinho insistiu na tese de que lidera o maior bloco de oposição da história recente do município. Para o político, o papel de fiscalizar e contrapor a máquina pública independe de cadeira na Câmara ou na Prefeitura. O recado foi direto para os governistas: a cobrança será diária, com ou sem caneta na mão.
As declarações acendem o alerta nos bastidores locais. Ao manter a militância aquecida e se recusar a vestir o figurino de “vencido”, Marquinho Assad sinaliza que pretende ser o principal calcanhar de aquiles dos seus opositores até 2028. A estratégia de se manter como uma sombra constante sobre o atual governo promete ditar o ritmo dos próximos capítulos da política anchietense.






