Mais de 200 estudantes do ensino médio e técnico da Escola Família Agrícola, em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, participam de atividades que integram produção agrícola e sustentabilidade. Na unidade, resíduos e recursos naturais são reaproveitados em diferentes etapas da rotina escolar.
Os alunos atuam no cultivo de hortaliças, criação de suínos e aves, piscicultura e compostagem. Parte dos alimentos produzidos é destinada ao consumo da própria escola e a doações para instituições e famílias em situação de vulnerabilidade.
O substrato utilizado no cultivo também é produzido pelos estudantes, a partir da combinação de argila e materiais orgânicos, como palha de café e esterco de bovinos, suínos e aves. Os resíduos são provenientes da criação de animais da escola, de propriedades rurais da região e de famílias dos alunos. O material é utilizado nas hortaliças e na produção de mudas do viveiro, incluindo espécies destinadas ao reflorestamento.
Reaproveitamento de água e energia
A escola utiliza placas de energia solar para gerar parte da eletricidade consumida na estrutura. A prática também é utilizada como ferramenta pedagógica para relacionar os conteúdos estudados em sala de aula ao uso de recursos naturais.
A unidade conta ainda com um sistema de reaproveitamento de água. O abastecimento é feito por um poço artesiano e passa por uma caixa central antes de ser utilizado. Posteriormente, parte da água segue para os tanques de piscicultura e é direcionada para a produção agrícola.
Na cozinha, os alimentos cultivados pelos estudantes são utilizados nas refeições. O óleo de cozinha usado é reaproveitado na fabricação de sabão destinado à limpeza da escola, com parte da produção também encaminhada para doações.
Formação para os jovens do campo
Segundo a direção da escola, as atividades fazem parte da proposta de educação baseada na pedagogia da alternância, que busca aproximar o aprendizado da realidade dos jovens do campo e levar os conhecimentos adquiridos para suas famílias e comunidades.
Os estudantes relatam que os conhecimentos aprendidos na escola também são aplicados em casa. Além de desenvolverem habilidades relacionadas à produção agrícola e à sustentabilidade, alguns deles planejam seguir profissionalmente no setor, incluindo a formação como técnicos em agropecuária.
Fonte: A Gazeta | Ana Muniz |Do esterco ao sabão, escola do ES ensina sustentabilidade na prática



