Denninho Silva tratou a campanha como sala de cirurgia: anúncio no alvo, verba no eleitor certo, criativo medido ao milímetro. O tráfego cirúrgico funcionou — enquanto o problema era ser visto. No pilar R — Retenção, a frase que define o caso é direta: “construir audiência é difícil. Perder é fácil — e silencioso.”
Mas reeleição não se compra na reta final: se constrói em quatro anos, com estrutura que não desliga depois da urna. A precisão do anúncio não substituiu a base que não tinha — e ele não caiu sozinho: o grupo inteiro caiu junto, do federal ao estadual. A pergunta que fica: se a cirurgia era tão perfeita, por que o paciente não sobreviveu?
A CIRURGIA ERA PERFEITA. O PACIENTE NÃO SOBREVIVEU.
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