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Outubro Rosa: câncer de mama em mulheres jovens reforça alerta para diagnóstico precoce

Casos em pacientes com menos de 40 anos chamam a atenção de especialistas para os sinais da doença, a importância de conhecer o próprio corpo e o acesso ao diagnóstico

O diagnóstico de câncer de mama em mulheres jovens tem reforçado o alerta sobre a importância da atenção aos sinais da doença. A empresária e influenciadora digital Rayane Veloso, de 36 anos, descobriu um tumor de aproximadamente sete centímetros durante o puerpério do segundo filho e iniciou tratamento com quimioterapia.

Sem histórico familiar conhecido ou fatores de predisposição que identificasse, Rayane percebeu a alteração durante o banho, ao observar as próprias mamas. O diagnóstico em estágio avançado mudou sua rotina profissional e familiar, mas também a levou a compartilhar a experiência nas redes sociais para apoiar e orientar outras mulheres.

Após seis meses de tratamento, a empresária passou a abordar publicamente os desafios da quimioterapia, incluindo a perda dos cabelos. Ela também encontrou formas de preservar a autoestima e continuar celebrando momentos importantes da vida.

Outubro Rosa e a importância da conscientização

Durante a campanha Outubro Rosa, a história de Rayane chama a atenção para o fato de que o câncer de mama não atinge apenas mulheres com mais de 50 anos. Embora a incidência seja maior nessa faixa etária, a doença também pode ocorrer em pessoas mais jovens.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, e representa uma das principais causas de morte por câncer nesse grupo.

De acordo com o mastologista Andre Motoki, a identificação de tumores em mulheres jovens pode ser dificultada pela maior densidade do tecido mamário, que reduz a capacidade de visualização de algumas alterações na mamografia.

Sinais que merecem atenção

Em mulheres jovens, a descoberta da doença pode ocorrer após o surgimento de sintomas. Por isso, é importante conhecer o próprio corpo e procurar avaliação médica diante de mudanças suspeitas.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Nódulo endurecido, irregular ou que parece estar fixo;
  • Saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente com sangue ou transparente;
  • Vermelhidão ou outras alterações na pele da mama;
  • Retração da pele ou do mamilo;
  • Mudanças na aparência ou no formato das mamas.

O autoexame pode ajudar a perceber alterações, mas não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem os exames indicados conforme a idade e o risco individual. A presença de um sinal suspeito deve ser investigada, mesmo em mulheres jovens.

Fatores de risco e prevenção

Especialistas apontam que o desenvolvimento do câncer de mama pode estar relacionado a uma combinação de fatores, incluindo predisposição genética, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e aspectos relacionados à história reprodutiva e à amamentação.

O mastologista Andre Motoki ressalta que não existe uma quantidade de álcool considerada totalmente segura em relação ao risco de câncer. A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir riscos, embora não elimine a possibilidade de desenvolver a doença.

Iniciativas em discussão na Assembleia Legislativa

No Espírito Santo, a Assembleia Legislativa (Ales) também discute medidas voltadas à prevenção e ao diagnóstico do câncer de mama.

Dois projetos de lei apresentados pelo deputado estadual Dr. Bruno Resende (União), médico oncologista e presidente da Comissão de Saúde da Casa, tramitam conjuntamente e propõem garantir exames genéticos gratuitos, na rede pública ou conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), para mulheres com alto risco de desenvolver a doença.

As propostas buscam identificar mutações hereditárias relacionadas ao câncer de mama, possibilitando avaliações de risco, acompanhamento individualizado e medidas preventivas para pacientes e familiares.

O Espírito Santo também conta com a Lei Estadual nº 12.480/2025, de autoria da deputada Janete de Sá (PSB), que assegura às mulheres com histórico familiar de câncer de mama o direito à realização gratuita e prioritária de mamografia.

A conscientização, a atenção às mudanças no corpo e o acesso aos serviços de saúde são medidas importantes para favorecer a investigação oportuna e ampliar as possibilidades de tratamento.

Fonte: Ales | Patrícia Bravin, com edição de Nicolle Expósito | Outubro Rosa: câncer de mama em mulheres jovens acende alerta

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