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Wesley defende abertura de CPI contra a Cesan: “Vamos investigar o contrato e cobrar o serviço que Anchieta merece”

Em sessão na Câmara de Anchieta, vereador Wesley cobra investigação sobre o contrato da concessionária e defende CPI; Renan Delfino e Silvinho reforçam críticas ao serviço e ao prazo de 25 anos da concessão.

A insatisfação com a Cesan tomou a tribuna da Câmara Municipal de Anchieta. Em sessão ordinária, o vereador Wesley defendeu a abertura de uma CPI para investigar o contrato de concessão firmado com a concessionária de água e esgoto, cobrando respostas sobre a qualidade do serviço prestado à população.

“O problema é que ela não está trabalhando. Se estivesse trabalhando, nós não estaríamos cobrando da Cesan.”

A declaração resumiu o tom do debate. Para Wesley, a abertura de uma CPI é o caminho para “entender sobre esses contratos que a Cesan está fazendo o mais rápido possível” e garantir que a empresa cumpra o que prometeu ao assumir a concessão.

O presidente da Câmara, Renan Delfino, também subiu o tom. Em sua fala, defendeu a análise do contrato de concessão e não descartou o voto favorável à investigação:

“Se for preciso investigar o contrato da Cesan, estou disponível para dar o voto.”

Silvinho foi na mesma direção e apontou um dos pontos mais sensíveis do contrato: o prazo. Para ele, os 25 anos de concessão são tempo demais para conviver com um serviço que, já no início, não vem sendo prestado de forma adequada.

“É muito tempo de concessão. Não dá para ficar 25 anos esperando um serviço que já começa errado.”

A cobrança não ficou só na fala. Em plenário, foi aprovado requerimento, de autoria de Wesley com ampla coautoria, pedindo operação tapa-buracos nas vias danificadas por intervenções da concessionária e a recomposição do pavimento em todos os pontos do município onde a empresa atuou sem restabelecer as ruas.

O requerimento também cobra da Prefeitura levantamento dos buracos e valas abertos pela Cesan, fiscalização com notificações e penalidades, e a informação sobre os prazos e sanções previstos no contrato. Persistindo a omissão da empresa, o texto sugere que o município execute os reparos diretamente e cobre o ressarcimento da concessionária.

Com o requerimento aprovado e as falas na tribuna, a Câmara de Anchieta sinaliza que a fiscalização da Cesan será intensificada, e que o contrato de concessão, incluindo o prazo de 25 anos, entra definitivamente na pauta.

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