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Vitória completa 600 dias sem registro de feminicídio

Vitória alcançou a marca de 600 dias sem registro de feminicídio, conforme contabilização até quinta-feira (28). O dado reflete a atuação integrada de políticas públicas de prevenção, acolhimento e resposta às mulheres em situação de violência no município.

Para marcar a data, a Prefeitura de Vitória realizou ações de orientação e mobilização ao longo do dia. Pela manhã, a iniciativa “Maria da Penha vai à Feira” levou informações sobre direitos, canais de denúncia e serviços de acolhimento à população na feira livre da Praia do Canto. Ainda no mesmo dia, em frente ao Shopping Vitória, foram distribuídas sementes de pau-ferro, em referência simbólica aos dias sem registros do crime na capital.

Segundo a administração municipal, o resultado é atribuído à atuação conjunta entre o poder público, o Judiciário, as forças de segurança e entidades da sociedade civil, com foco na prevenção, no monitoramento e no atendimento rápido a situações de risco.

Entre os serviços disponíveis no município está o Centro de Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), que oferece acompanhamento psicológico, social e orientação jurídica. A rede de proteção inclui ainda atendimento médico especializado na Casa Rosa, encaminhamento para casas de acolhimento sigilosas, solicitação de medidas protetivas e o uso do Botão Maria da Penha, dispositivo que permite acionamento imediato da Guarda Municipal em situações de emergência.

Dados do município apontam que, entre 2022 e 2025, o Cramsv atendeu 10.723 mulheres vítimas de violência doméstica em Vitória. No período de 2006 a 2025, o total de atendimentos chega a 34.534. Atualmente, 33 Botões Maria da Penha estão ativos na capital, com 47 acionamentos registrados entre 2022 e 2025.

Na área da saúde, a Casa Rosa atua como serviço especializado da Secretaria Municipal de Saúde para atendimento a mulheres e famílias em situação de violência e vulnerabilidade, oferecendo acolhimento multiprofissional, avaliações de risco, orientações sobre direitos e cuidados médicos específicos.

De acordo com a prefeitura, a manutenção do período sem registros de feminicídio depende da continuidade das ações educativas, do fortalecimento da rede de proteção e da integração entre os serviços públicos e a sociedade.

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