Mineradora responde a questionamentos da imprensa após escolha gerar polêmica no sul do Espírito Santo
A Samarco Mineração divulgou, nesta semana, um comunicado oficial à imprensa do sul do Espírito Santo em resposta às críticas e questionamentos que surgiram após a contratação da empresa Milplan, de origem mineira, para a execução de obras de reforma das usinas 1 e 2 do complexo industrial de Ubu, no município de Anchieta.
As instalações em questão têm mais de 40 anos de uso e permaneceram praticamente paralisadas por cerca de 15 anos, período que coincide com o processo de recuperação da mineradora após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015.
A contratação gerou repercussão negativa entre empresários, lideranças e trabalhadores da região centro-sul do Espírito Santo, que questionaram por que um contrato de grande porte teria sido firmado com uma empresa de outro estado, em detrimento de fornecedores locais.
O que diz a Samarco
Em nota encaminhada à redação, a Samarco afirmou que a escolha da Milplan foi resultado de um processo formal de licitação, conduzido com critérios de isonomia entre todos os participantes. Segundo a empresa, a Milplan apresentou a proposta mais aderente aos requisitos técnicos e operacionais estabelecidos para a execução dos serviços.
A mineradora também informou que, independentemente da origem geográfica da empresa contratada, há uma expectativa formal de que o território local seja beneficiado. Entre as contrapartidas previstas, a Samarco citou a contratação de mão de obra da região, a ampliação das compras locais e a subcontratação de fornecedores e prestadores de serviços do entorno das operações.

A nota destacou ainda que contratos de grande porte contemplam investimentos sociais voltados às comunidades próximas, além do recolhimento de tributos nos municípios onde os serviços são executados.
Fornecedores locais no “Momento 3“
A Samarco informou que, na atual fase de suas operações — denominada internamente de “Momento 3” —, a empresa já conta com aproximadamente 65 fornecedores do Espírito Santo, incluindo empresas dos municípios de Anchieta, Guarapari e Piúma. A mineradora sinalizou ainda que novos pacotes de serviços serão contratados ao longo do projeto, o que, segundo ela, reforça sua estratégia de fortalecimento da cadeia produtiva local.
Contexto
As obras de reforma das usinas 1 e 2 integram o processo de retomada gradual das operações da Samarco em Ubu, parte do plano de reestruturação da empresa após o maior desastre ambiental da história do Brasil, cujos impactos ainda são sentidos ao longo da Bacia do Rio Doce e no litoral do Espírito Santo.

A nota recebida pela redação representa o posicionamento oficial da mineradora sobre o assunto até o momento. A repercussão do tema segue em acompanhamento.






