Entrou em vigor no Espírito Santo a Lei 12.466/2025, que institui oficialmente a Rota da Liberdade, roteiro turístico-cultural que percorre os municípios de Vitória e Serra, com foco na valorização de locais marcantes da história capixaba. A proposta é de autoria do deputado estadual Fábio Duarte (Rede) e foi publicada no Diário do Poder Legislativo no dia 9 de julho.
A rota contempla atrativos históricos, religiosos, gastronômicos e turísticos, com destaque para o Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado, local da maior revolta de pessoas escravizadas já registrada no estado. A proposta visa resgatar e dar visibilidade à trajetória de luta por liberdade e justiça social no Espírito Santo.
Segundo o projeto que originou a lei (PL 337/2025), o trajeto permite reconstituir a narrativa da insurreição, iniciando-se em Vitória, passando por pontos importantes da Serra, e culminando no Sítio de São José do Queimado, onde se encontram ruínas da antiga Igreja de São José.
O percurso começa no Palácio Anchieta, local onde dois dos líderes da revolta, Chico Prego e João da Viúva, foram julgados e condenados à morte. De lá, a rota segue para a Praça Oito de Setembro (antiga Praça da Alfândega), onde os insurgentes foram açoitados. Em seguida, passa por áreas de agroturismo em Pitanga, Garanhuns e Putiri.
Na cidade da Serra, os visitantes têm como pontos de parada a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o Marco Zero do município, e a estátua de Chico Prego, instalada no local onde o líder teria sido executado.
A nova legislação também autoriza a implementação de ações para fortalecimento da infraestrutura turística da região, com possibilidade de investimentos em sinalização, acessibilidade, segurança pública, hospedagem e alimentação.
A Rota da Liberdade se soma a outras iniciativas estaduais que buscam fomentar o turismo de base histórica e cultural, com foco na memória social e na valorização dos territórios capixabas.





