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Quatro medições, uma mesma semana e quatro resultados diferentes: o jogo do 2º turno no ES começou antes das urnas 

Enquanto um instituto dá folga a Pazolini e outro vê empate, a pergunta que fica não é quem vence — é qual régua você está usando para ler o jogo. 

A eleição para o governo do Espírito Santo entra na reta final com uma característica rara: quatro medições divulgadas dentro da mesma semana, apontando cenários diferentes para o mesmo estado e para os mesmos eleitores. 

A primeira pesquisa do 2º turno, do instituto Quaest, ouviu 1.098 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro e deu a Pazolini 47% contra 38% de Ferraço no cenário estimulado, com margem de erro de 3 pontos e registro no TRE-ES sob o número ES-00468/2026 — pesquisa contratada pela TV Gazeta. Dias depois, a pesquisa Perfil, contratada pelo ES Hoje, mediu 1.500 eleitores em 40 municípios do estado entre 14 e 17 de outubro e registrou 54,08% x 45,92% em votos válidos, com margem de erro de 3,58 pontos e nível de confiança de 95%. 

Entre uma régua e outra, medições seguintes da mesma semana desenharam cenários distintos: num instituto, Pazolini na frente pelas pontas; no outro, empate técnico. Mesmo estado, mesmos eleitores, mesma semana — quatro resultados diferentes. 

Quando isso acontece, restam dois caminhos ao leitor: acreditar em quatro réguas ao mesmo tempo, ou admitir que pelo menos uma delas está medindo errado de propósito. E aqui vale um critério simples, que qualquer eleitor pode aplicar sozinho: erro isolado é azar. Erro que se repete sempre na mesma direção não é azar — é régua torta. E régua torta não mede eleição: ela apresenta. Apresenta um cenário conveniente como se fosse medição. 

O contraponto é o histórico: no primeiro turno, os institutos que acertaram de perto apontam hoje para a mesma direção — Pazolini com metade do eleitorado, folgado, fora da margem de erro. E há um dado que ainda ninguém pesou direito: a maioria absoluta do eleitorado já declara que acha que ele vence. Nem o eleitor está esperando a urna ligar. 

A briga que sobrou, neste fim de campanha, é entre institutos — não entre candidatos. Não falta pesquisa, não falta instituto. Falta credibilidade — e você lembrar quem já errou na hora em que a régua torta aparecer de novo. 

Podbee Análise de Presença Digital — registro datado de 22 de outubro de 2026, quatro dias antes das urnas.

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