Uma proposta de política pública voltada à democratização do acesso à inteligência artificial (IA) por meio da rede pública de ensino foi apresentada na Tribuna Popular da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) nesta quarta-feira (10). A iniciativa foi exposta pela advogada Carolina Monteiro Soares, convidada pelo deputado Engenheiro José Esmeraldo (União).
Segundo a proponente, o programa tem como objetivo posicionar o Espírito Santo como o primeiro estado do Brasil a estruturar uma política pública integrada de inteligência artificial com impacto social, econômico e institucional. A proposta pedagógica tem carga horária de 140 horas e atua em seis eixos: empregabilidade, produtividade pública, redução das desigualdades, atração de investimentos, qualificação para a nova economia e transformação digital dos municípios.
O público-alvo prioritário são jovens de 15 a 24 anos em situação de vulnerabilidade social, mas a proposta também contempla adultos, servidores administrativos, famílias vinculadas a escolas, participantes de programas sociais e lideranças como diretores, coordenadores pedagógicos e gestores públicos. A estimativa é de que cada município forme mais de 600 pessoas ao longo de um ciclo de 30 meses.
O programa também aborda temas como governança, ética, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), crimes de responsabilidade civil e criminal e ECA Digital.
A sessão da Tribuna Popular também recebeu outras apresentações. A advogada Carla Petronilho e a psicóloga Gabriela Belotti, indicadas pelo deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), abordaram a violência doméstica e a importância da educação das novas gerações como caminho para o enfrentamento do problema. O deputado criticou o encerramento do plantão especializado para atendimento a mulheres e apontou a escassez de delegacias especializadas no interior do estado.
Kelven Marcelino Klein, diretor-executivo da Obra Social Itaka Escolápios, destacou a atuação do terceiro setor na execução de políticas públicas e solicitou continuidade do apoio financeiro por meio de emendas parlamentares. A entidade atua há 16 anos em Vila Nova de Colares, na Serra, atendendo cerca de 200 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, com meta de ampliar para 500 atendidos.
Por fim, a estudante Maria Clara Lima Hermisdorf, de 17 anos, apresentou o Clube Girl Up Brasil, iniciativa voltada à formação de meninas para a luta por justiça social.


