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Poder dos governos Versus o poder econômico: Quem é que manda?

Pode-se debater muita coisa sobre a economia atualmente, mas acredito que haverá consenso quanto à turbulência desta área, com instabilidade que vem se arrastando ciclicamente desde a crise de 2008 até chegar ao período pandêmico.

Por outro lado, não se pode negar que o modelo econômico baseado no sistema extração X produção X comercialização vem sendo influenciado por novos modos produtivos, transformando ou tornando algumas corporações maiores do que os Governos, ao menos em relação aos números.

Simultaneamente temos uma ferrenha luta dentro dos territórios nacionais pela chegada ao poder em disputa pelos governos mundo afora.

A questão me parece então ser a seguinte: o que é efetivamente maior? As corporações ou os Governos?

O que me parece consolidado e reconhecido por vários autores ligados ao tema é que já há algum tempo que os processos e produtivos, foram dominados pelos lucros financeiros, contando ainda com toda a tecnologia disponível para isso, tornando tudo muito mais fluído e rápido.

Enquanto isso, os Governos se mostram muito mais estáticos, com menor poder de modernização e inovação. As vantagens do primeiro me parecem muito maiores.

Li há algum tempo um artigo no site do Professor Ladislau Dowbor que indicava o livro de Chuck Collins (Wealth Hoerders – mais ou menos “Os Guardiões da Riqueza”), que questiona de forma muito clara, como os “muito ricos” conseguem esconder trilhões de dólares.

Segundo o artigo, 3 (três) pontos foram cruciais para esta mudança nos processos produtivos:

  1. A informática/conectividade planetária tornou o dinheiro imaterial, não sendo mais impresso pelos governos, diminuindo seu poder ao circular livremente pelo mundo.
  2. O Sistema Financeiro Planetário contam com derivativos, paraísos fiscais e outros mecanismos globais enquanto a fiscalização dos governos se dá em escala nacional, não conseguindo alavancar recursos para as necessidades locais.
  3. Esta estrutura moldou um novo setor econômico chamado “Indústria de Gestão de Ativos” que administra fortunas quase infinitas em espaços bancários privados tão complexos que os reles mortais e governos não conseguem compreender e acompanhar.

São tantos “hedge funds”, “family offices” e tantas estratégias elaboradas que nos perdemos neste labirinto de evasão e elisão fiscal (com certa legalidade).

E aí me pergunto: quem é que manda? Estas grandes fortunas ou os Governos?

Vejamos: o PIB mundial é de cerca de US$ 90 trilhões. Segundo o Crédit Suisse as fortunas do 1% mais rico somam US$ 190 trilhões.

Entre as empresas de “Gestão de Ativos”, a BlackRock  administra US$ 10 trilhões, 6 (seis) vezes o PIB brasileiro, junto com a Vanguard e a State Street, administram US$ 20 trilhões, vale lembrar que o PIB dos Estado Unidos é de US$ 21 trilhões.

Ou seja, o volume do dinheiro pode viajar volátilmente pelo globo conectado por interesses próprios, com flexibilidade para fugir das regras dos Estados Nacionais, podados por seus limites, sendo estes movimentos financeiros muito maiores que a produção de muitos países.

Imaginem a capacidade de influência e interferência destas empresas de gestão sobre os cargos de Governo ou sistemas institucionais…

Será que a briga ferrenha para se chegar ao poder nos países mundo afora é para tomar decisões autônomas ou para seguir decisões pré-determinadas?

E aí: quem é que manda???

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