INTEC 1200X250

Seis pessoas são presas após ataque que matou criança na Serra

Seis pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no ataque que resultou na morte de uma criança de seis anos em Balneário Carapebus, na Serra, na noite de domingo (24). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) em coletiva realizada nesta segunda-feira (25).

Entre os detidos estão dois atiradores, um olheiro, uma pessoa responsável por auxiliar na fuga e dois supostos mandantes do crime — uma advogada e o marido dela. Na residência da mulher, segundo a Sesp, foram apreendidos um fuzil, uma pistola calibre 9 mm e munições.

A vítima, identificada como Alice, foi atingida na nuca enquanto estava no banco traseiro do carro da família, um Peugeot 207 prata, que foi alvejado por disparos efetuados de dentro de um Fiat Argo branco, alugado pelos criminosos. O pai foi atingido de raspão e a mãe, grávida, sofreu ferimentos leves causados por estilhaços. A criança chegou a ser levada ao Hospital Municipal Materno Infantil da Serra, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Leonardo Damasceno, o crime estaria relacionado à disputa entre as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e Primeiro Comando de Vitória (PCV). A família, que voltava da praia, teria sido confundida com integrantes de um dos grupos criminosos.

As prisões ocorreram em etapas: os dois atiradores foram detidos pela Força Tática da Polícia Militar logo após o crime. Em seguida, os demais suspeitos foram localizados. A Polícia Científica identificou pelo menos quatro perfurações no veículo da vítima.

Durante a coletiva, Damasceno negou informações sobre um suposto toque de recolher no bairro, relatado por moradores. Segundo ele, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região para garantir a segurança da população.

O prefeito da Serra, Weverson Meireles, também se pronunciou nas redes sociais, lamentando a morte da criança e informando que solicitou ao governador Renato Casagrande prioridade nas investigações. A Prefeitura e a polícia ainda apuram a idade correta da vítima, registrada como seis anos no boletim de ocorrência, mas mencionada como nove anos na publicação do prefeito.

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
WhatsApp

Post Recentes