As obras do sistema de macrodrenagem do bairro Macrina, em Alfredo Chaves, avançam para a etapa final. A atual fase concentra esforços na construção de uma bacia de contenção que interligará todas as galerias implantadas nos últimos meses. Sobre a estrutura será construída uma praça para uso dos moradores do bairro.
Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento, essa etapa deve durar cerca de 60 dias. Em paralelo, continuam as obras de pavimentação em PVS na rua Luiz de Almeida e na travessia Oscar Galvão Filho, ambas conectadas pela rua Luiz Vilar.
O projeto foi ampliado recentemente para incluir novos pontos de captação de águas pluviais no bairro Araponga e nas proximidades da Escola Ana Araújo. A decisão foi baseada em estudos técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento, que identificaram áreas com maior risco de alagamento.
Com investimento de R$ 7,75 milhões, provenientes do Fundo Cidades e geridos pela Secretaria de Governo (SEG), as intervenções buscam reduzir enchentes e melhorar a infraestrutura local. De acordo com a Secretaria, cerca de 3.200 pessoas serão beneficiadas diretamente. Além da drenagem, o projeto contempla esgotamento sanitário, pavimentação, calçadas e a criação de um espaço público integrado.
As obras envolvem as ruas Dona Macrina, Carlos Soares Pinto, Expedicionário Osvaldo Saudino e Luiz Villar. Ao todo, serão implantados 2.056 metros de rede de drenagem, 848 metros de galerias pluviais de grandes dimensões, 36 poços de visita, seis caixas ralo, 8.790 metros quadrados de pavimentação em blocos de concreto, 3.464 metros de meio-fio e 884 metros quadrados de calçada cidadã.
A bacia de contenção está sendo construída no local onde funcionava o mercado municipal. O reservatório permitirá armazenar a água das chuvas e escoá-la gradualmente. Sobre a estrutura será implantada uma praça para os moradores.
As intervenções se concentram em áreas classificadas como de risco alto e muito alto de enchentes e inundações pelo laudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). No perímetro estão localizados prédios públicos, escola, igrejas, estabelecimentos comerciais e aproximadamente 500 residências, reforçando a importância da obra para mitigar os impactos das chuvas e proteger a comunidade.





