Cerca de 300 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã desta segunda-feira (9), uma área ligada à Samarco no município de Anchieta, no Sul do Estado. O terreno fica nas proximidades da Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba.
Segundo informações preliminares, as famílias chegaram ao local nas primeiras horas do dia e montaram acampamento na área, que faz parte de uma fazenda vinculada à mineradora.
De acordo com o movimento, a mobilização integra a Jornada das Mulheres Sem Terra, série de ações realizadas em diferentes regiões do país ao longo deste mês. A ocupação também marca os 10 anos do desastre ambiental de Mariana, ocorrido em 2015, que envolveu a Samarco e afetou comunidades de Mariana, além de provocar impactos ao longo da bacia do Rio Doce, atingindo municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Segundo o MST, a ação também busca pressionar por avanços na política de reforma agrária no Estado, cobrando o assentamento de cerca de 1.500 famílias que atualmente vivem em acampamentos no Espírito Santo.
Nota da Prefeitura
Em nota, a assessoria da Prefeitura de Anchieta informou que houve registro de uma ocupação semelhante também em uma área da Samarco no estado de Minas Gerais.
Ainda de acordo com o município, a empresa está dialogando com o movimento para entender as condições que levaram à ação.
Por se tratar de uma área pertencente a uma empresa privada, a prefeitura informou que acompanha o caso sem interferência direta, colocando-se apenas à disposição para colaborar no que for necessário para que a situação seja resolvida da melhor maneira possível.
Até o momento, a Samarco não divulgou posicionamento oficial sobre a ocupação em Anchieta. A situação segue sendo monitorada e pode ter novos desdobramentos.





