Marquinhos Assad, quebrou o silêncio sobre os boatos que cercaram o fim de seu mandato e aproveitou para alfinetar seus opositores políticos. Sem meias palavras, Assad classificou as acusações de que teria deixado uma dívida de R$ 100 milhões como “invenções” e desafiou publicamente qualquer um a provar os números espalhados na cidade.
O entrevistado relembrou o desgaste sofrido ao deixar o cargo em 2016, confessando que as perseguições políticas o deixaram abatido a ponto de não conseguir debater o assunto na época. No entanto, o tom de desabafo logo deu lugar à acidez contra a atual administração. Marquinhos ironizou a capacidade dos seus críticos em gerir o município e cutucou o grupo que governa Anchieta há 12 anos, questionando quais foram os reajustes e abonos reais dados aos servidores públicos nesse período.
Para rebater a narrativa de má gestão financeira, Assad puxou a folha de pagamento para o centro do debate, afirmando que em seus quatro anos de governo o funcionalismo recebia “sagradamente” antes do dia 20, além de terem sido concedidos três abonos de mil reais e um aumento salarial de 23,5%.
O ponto alto da entrevista foi a discussão sobre a receita do município. O ex-prefeito relembrou que governou durante a crise do impeachment de Dilma Rousseff e enfrentou a paralisação da Samarco com a queda drástica dos royalties do petróleo. Marquinhos não poupou ironia ao apontar a contradição dos adversários: segundo ele, o grupo que hoje comanda a cidade dizia no passado que a mineradora não fazia falta, mas mudou de discurso assim que assumiu a cadeira. “Depois que assumiram o governo, falaram: ‘é, a Samarco faz falta'”, disparou o ex-prefeito, deixando no ar o desafio sobre quem realmente tem capacidade de administrar Anchieta em tempos de vacas magras.


