O prédio do antigo Colégio Maria Mattos sempre esteve presente na memória da cidade — e ausente das soluções práticas. Símbolo da história educacional de Anchieta, o imóvel passou anos cercado por expectativas, dúvidas e silêncio institucional.
Nos últimos tempos, muito se falou sobre possíveis recursos e parcerias para viabilizar o restauro. Entre os comentários, surgiram referências a investimentos externos, inclusive ligados à atuação da Samarco no município. Até agora, porém, não há confirmação pública de recursos específicos destinados à reforma do Maria Mattos, o que mantém o debate no campo da expectativa.
O que muda o cenário é um fato recente.
Na tarde da segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, uma publicação feita pelo prefeito Léo Português em suas redes sociais chamou a atenção e rapidamente repercutiu nos bastidores políticos e administrativos do município. A imagem mostrava uma comissão técnica reunida em seu gabinete, dando início às primeiras conversas e avaliações sobre a reforma do prédio, pauta aguardada há anos pela comunidade.

O encontro contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o ex-prefeito Fabrício Petri, hoje Assessor Especial da Casa Civil do Governo do Estado. A participação do ex-chefe do Executivo municipal não passou despercebida e acendeu especulações sobre uma possível articulação junto ao Governo do Estado, indicando que o debate pode avançar para além do âmbito municipal.
A movimentação, registrada de forma discreta, mas estratégica, reforça a leitura de que algo está sendo costurado nos bastidores. Procurada, a Prefeitura adotou um tom cauteloso e provocativo diante dos questionamentos: “aguarde, em breve teremos boas notícias”.
Entre imagens, silêncios calculados e respostas curtas, o fato é que a pauta voltou ao centro das atenções e, desta vez, com sinais de que pode finalmente sair do papel
O registro é simples, mas carrega significado. Ele indica que o Maria Mattos voltou à agenda administrativa e que o processo começa, ainda que de forma inicial, a ganhar contornos técnicos: diagnóstico, planejamento e definição de caminhos possíveis.
A cidade agora aguarda os próximos passos. Saber quais recursos serão utilizados, qual será o uso do espaço e quando as obras podem começar são perguntas naturais — e legítimas.
Por enquanto, o que se tem é um sinal. Pequeno, mas importante. Depois de anos de espera, o Maria Mattos dá indícios de que pode deixar de ser apenas um patrimônio lembrado para voltar a ser um patrimônio vivido.
Coluna Brandão
Foto: Rogério Gomes de Alvarenga



