A indústria do plástico capixaba defendeu o fortalecimento da economia circular e a responsabilidade no manejo de resíduos sólidos durante uma sessão especial realizada nesta quinta-feira (6), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). O encontro reuniu parlamentares, representantes do poder público e do setor produtivo, com o objetivo de discutir soluções sustentáveis para o uso do plástico sem comprometer o desenvolvimento econômico.
Presidindo a sessão, o deputado Dary Pagung (PSB) destacou a importância do diálogo e da cooperação entre os setores. Ele ressaltou que o plástico tem relevância social e econômica e que o debate sobre a economia circular é essencial para reduzir impactos ambientais e fortalecer o setor.
A presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Espírito Santo (Sindiplastes), Bárbara Esteves, apresentou dados sobre a representatividade do setor no estado, que conta com 53 indústrias, 7 mil empregos diretos e 26 recicladores responsáveis por processar 5 mil toneladas de recicláveis por mês. Ela anunciou ainda a criação do Selo de Economia Circular, que reconhecerá empresas comprometidas com práticas sustentáveis.
Bárbara ressaltou que o plástico está presente em diversos segmentos, como saúde, alimentação e mobilidade, e defendeu a educação ambiental como ferramenta para promover o uso responsável do material.
A assessora da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Magaly Menezes, reforçou a necessidade de combater a imagem negativa do plástico e destacou sua importância na economia nacional. Segundo ela, o setor gera 404 mil empregos no país, e 95% dos produtos da cesta básica são embalados com o material. Menezes afirmou que o Brasil já utiliza 13% de resinas plásticas de base circular, índice superior à média mundial, e defendeu a criação de projetos de lei que incentivem a reciclagem e a educação ambiental.
O presidente do Sindicato das Empresas de Reciclagem do Espírito Santo (Simreciclo), Luiz Alberto Baptista, alertou que apenas 20,6% dos plásticos são reciclados no país e que o estado ainda não possui um sistema de monitoramento contínuo sobre o reaproveitamento de resíduos. Ele ressaltou a necessidade de ampliar a coleta seletiva, fortalecer centrais regionais de triagem e consolidar o sistema de logística reversa, previsto no decreto estadual nº 5655-R/2024.
O gerente de Economia Solidária da Aderes, Robson Botelho, destacou o papel dos catadores de materiais recicláveis na promoção da economia circular e na geração de empregos. Segundo ele, desde 2013 a Aderes atua no fortalecimento do setor, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Também participaram da sessão o deputado Coronel Weliton (PRD) e o superintendente do Sindiplastes, Gilmar Nogueira.





