O cenário político no Litoral Sul ganhou contornos de suspense dramático nesta semana. Enquanto o ex-prefeito de Anchieta, Fabrício Petri, ensaia seus passos para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa, um “fantasma jurídico” vindo diretamente de Brasília parece decidido a assombrar seus planos.
O Pecado da Vaidade Digital
Para quem acompanhou a gestão de Petri, a movimentação nas redes sociais sempre foi intensa. No entanto, o que parecia ser apenas marketing moderno acabou virando um pesadelo processual. O ex-prefeito foi condenado por um erro que, no mundo do Direito Público, é considerado fatal: confundir o CPF com o CNPJ.
A acusação, que já atravessou instâncias, aponta que Petri teria transformado seus perfis pessoais em uma extensão da Prefeitura de Anchieta, utilizando logomarcas oficiais e links da máquina pública para benefício próprio. Para a justiça, essa “mistura” fere o princípio da impessoalidade. Em termos claros: ele teria usado a estrutura que é de todos para se promover individualmente.
O Balde de Água Fria vindo de Brasília
O clima de otimismo da pré-campanha sofreu um duro golpe recentemente. Um recurso decisivo subiu para os tribunais superiores em Brasília e o resultado não foi o esperado pela defesa. Ao manter a condenação de segunda instância, a justiça carimbou uma mancha no currículo do político que pode ter consequências irreversíveis.
Agora, a pergunta que corre os corredores políticos e as calçadas de Anchieta é uma só: Fabrício Petri conseguirá sequer registrar sua candidatura em agosto?
Fora do Jogo?
Com a manutenção da condenação em Brasília, Petri entra na zona de risco da Lei da Ficha Limpa. Especialistas de bastidores já sinalizam que um Procurador atento dificilmente deixará passar o que pode ser interpretado como abuso de poder político e conduta vedada.
Se a candidatura for impugnada antes mesmo de começar, o grupo político que gravita em torno de Petri pode ver seu castelo de cartas desmoronar. O suspense está no ar: Petri terá uma carta na manga para reverter o parecer do Desembargador e o “não” vindo de Brasília, ou 2026 terminará para ele antes mesmo do primeiro santinho ir para a rua?
Para um político que sempre gostou de ter o controle da máquina nas mãos, o destino agora parece estar nas mãos de uma caneta bem longe de Anchieta.





