Gervano Rocha Nascimento foi autuado em flagrante por lesão corporal, abandono de incapaz e outros crimes; ex-companheira já havia obtido medida protetiva contra ele
Um ex-investigador da Polícia Civil identificado como Gervano Rocha Nascimento, de 40 anos, foi preso na noite de quarta-feira (24) após invadir uma residência no bairro Marbella, na Serra, agredir a babá da própria filha de nove meses e deixar a criança cair no chão durante a confusão.
Segundo relato da ex-companheira do suspeito à Polícia Militar, Gervano passou a tarde fazendo ligações para saber o paradeiro da filha. Ao ser recusada a informação, passou a fazer ameaças, afirmando que levaria a criança “de qualquer maneira”. Posteriormente, a babá entrou em contato com a mãe da bebê informando que o suspeito tentava arrombar a porta e ameaçava “acabar” com ela caso não abrisse.
Gervano conseguiu entrar no imóvel, agrediu a babá com tapas e tomou a bebê de seus braços. Durante a ação, segundo relatado pelos presentes aos policiais militares, ele deixou a criança cair no chão. Ao ser abordado pelos militares, o suspeito negou ter agredido a babá e afirmou estar no local apenas para buscar a filha.
Gervano foi encaminhado à Delegacia Regional da Serra e autuado em flagrante por dano qualificado, lesão corporal, lesão corporal culposa, abandono de incapaz e vias de fato. Em seguida, foi levado ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa.
A ex-companheira relatou que havia obtido medida protetiva contra o suspeito em fevereiro deste ano devido ao comportamento agressivo e ao hábito de visitar a filha armado, mas posteriormente revogou a medida. O casal estava separado há cerca de um ano.
Gervano consta no Portal da Transparência do Estado como ex-investigador da Polícia Civil, com desligamento em março deste ano, e como ex-soldado da Polícia Militar, cargo que ocupou até 2009. A Polícia Civil informou que a saída da corporação não impede o prosseguimento dos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) instaurados para apurar condutas praticadas durante o período em que ele exerceu o cargo, e que há outros inquéritos em andamento relacionados a fatos anteriores envolvendo o suspeito.
Fonte: A Gazeta | Jaciele Simoura e André Afonso





