O modelo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo passou por mudanças estruturais nos últimos anos. Dados apresentados pelo deputado estadual Tyago Hoffmann, com base em sua gestão na Secretaria de Estado da Saúde, apontam uma inversão na proporção dos investimentos entre as esferas governamentais.
Historicamente, o Governo Federal era responsável por 70% dos recursos da saúde capixaba, cabendo ao Estado o complemento de 30%. O balanço recente, no entanto, mostra que o Tesouro Estadual passou a arcar com 73% do custeio, enquanto a participação federal reduziu-se para 27%.
Essa mudança é impulsionada pela falta de atualização do Teto MAC — recurso federal para média e alta complexidade —, congelado desde 2014. Para suprir a demanda da população e evitar a descontinuidade dos serviços, o Estado assumiu o financiamento integral de mais de 1.000 novos leitos de enfermaria e UTI criados no período, além de custear a maior parcela de cirurgias eletivas. O cenário acende o debate sobre a necessidade de readequação dos repasses em Brasília para descentralizar e expandir os atendimentos regionais.





