Um casal foi preso em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, suspeito de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e agiotagem. A ação ocorreu em 27 de janeiro e foi conduzida pela Polícia Civil, com apoio de unidades de inteligência e investigação.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 70 milhões em contas vinculadas a Bárbara Alves Foege, de 34 anos, e Bruno Soares Mendonça, de 37 anos, conhecido como “Leite Ninho”, além de pessoas ligadas aos investigados, conforme informado pelas autoridades.
Mandados cumpridos em cidades do ES e em MG
Durante a operação, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Baixo Guandu, Colatina, Serra, Cariacica, Vila Velha, Guarapari e Aimorés, em Minas Gerais.
As investigações são conduzidas pelo Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e apuram crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato e falsidade ideológica. Segundo a Polícia Civil, também há apuração sobre possível ligação do casal com uma organização criminosa especializada em roubos de carga e furtos de grande valor.
Documentos e bens apreendidos
De acordo com o delegado Anderson Pimentel, do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), durante as diligências foram apreendidos documentos que, segundo a polícia, ajudam a demonstrar o modo de atuação do grupo investigado.
Entre os itens recolhidos, conforme a corporação, estavam documentos de compra e venda de imóveis lavrados em cartório, que seriam utilizados como garantia em empréstimos de dinheiro a terceiros. Ainda segundo o delegado, o grupo emprestava valores elevados e exigia bens como garantia formal, com simulação de transações imobiliárias.
Na ação, a polícia apreendeu com o casal mais de R$ 40 mil em espécie, uma arma de fogo, munições, notas promissórias, cheques e sete veículos, incluindo um carro blindado.
Investigação começou em 2024, diz polícia
A Polícia Civil informou que a investigação teve início em meados de 2024, após o LAB-LD identificar que Bruno apresentava patrimônio considerado incompatível com a renda declarada. A apuração apontou, ainda segundo a polícia, que ele integraria um grupo criminoso ligado a roubo de cargas e furtos qualificados contra instituições financeiras.
Conforme relatado pelo delegado, Bruno e Bárbara ostentavam imóveis em condomínios de luxo e veículos de alto valor sem comprovação de renda. A polícia também afirmou que Bruno mantinha empresas de fachada em nome falso, sem funcionários, e que Bárbara tinha uma empresa de estética, também sem funcionários.
Indícios de fraude em seguro
Ainda de acordo com Anderson Pimentel, foram cumpridos mandados de busca em endereços ligados a outros envolvidos e há indícios de que Bruno teria forjado o roubo de dois veículos com o objetivo de receber valores de seguro.
Roubo a banco em Guarapari
A Polícia Civil declarou que Bruno é considerado um “assaltante de grande porte” e que teria liderado, em 2018, um roubo a uma agência bancária no Centro de Guarapari. Ele teria sido preso em 2022 pelo crime.
Segundo a polícia, os envolvidos arrombaram a agência e fugiram com R$ 600 mil. A corporação afirmou que, para invadir o banco, o grupo decodificou o alarme do portão eletrônico, entrou pelos fundos em uma Fiorino branca e rompeu a grade da báscula da cozinha para acessar o interior da unidade.





