O cenário político do Espírito Santo para as eleições de 2026 começa a se movimentar com a possibilidade de uma aliança inédita entre dois dos principais nomes cotados para o Governo do Estado: o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Em declarações anteriores, Arnaldinho Borgo afirmou ter “boa avaliação e condições” para concorrer ao governo estadual, sinalizando que não pretende abrir mão da disputa. No entanto, fontes ligadas às negociações indicam que sua estratégia eleitoral está sendo reavaliada. Um possível acordo prevê que o candidato que estiver atrás nas pesquisas para o governo possa disputar o Senado.
Pesquisas realizadas pelo Instituto Perfil a pedido do ES Hoje mostram o crescimento de Pazolini desde dezembro de 2024. Naquele mês, ele aparecia tecnicamente empatado com Arnaldinho (13,7% contra 13,4%). Em fevereiro de 2025, Pazolini atingiu 20,33%; em abril, 21,59%; em junho, 28,78%; e em agosto chegou a 31,88%, consolidando-se na liderança.
A possível união tem como foco a unificação da direita capixaba. Levantamento Perfil/ES Hoje de agosto mostra que 29,23% dos eleitores do Espírito Santo se identificam com a direita, 27,87% com o centro e 22,78% com a esquerda. Nas eleições de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 58,04% dos votos no Estado, dado que reforça a avaliação de que um único candidato competitivo evitaria a fragmentação do eleitorado conservador.
Arnaldinho Borgo, que deixou o Podemos e deve se filiar ao Progressistas (PP), é visto como próximo ao campo da centro-direita, mas sua postura distante de movimentos bolsonaristas em Vila Velha é apontada como um desafio para conquistar totalmente a base conservadora. Já Lorenzo Pazolini, embora também não utilize símbolos nacionais em seus atos, conta com o apoio do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, que articula aproximações com lideranças como Magno Malta (PL) e Iuri Aguiar (Novo).
As negociações para a aliança são conduzidas por um grupo político que busca fortalecer a direita no Espírito Santo e ampliar o protagonismo dos dois prefeitos no cenário estadual. Caso seja confirmada, a união poderá redesenhar a disputa pelo Palácio Anchieta em 2026.




