Reunião extraordinária da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente reuniu conselheiros, gestores e moradores para discutir desafios e fortalecimento da rede de proteção
A Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realizou na noite desta quarta-feira (17) uma reunião extraordinária em Ibiraçu para debater o papel dos conselhos tutelares e o fortalecimento da rede de proteção à infância e à adolescência no município. O encontro reuniu representantes do poder público, conselheiros tutelares e moradores.
Entre os temas centrais do debate estiveram os desafios enfrentados pelos profissionais da área, a desinformação da população sobre as atribuições dos conselhos e a necessidade de melhores condições estruturais de trabalho. Conselheiras tutelares de Ibiraçu e de Aracruz relataram que muitas famílias associam os conselhos a medidas punitivas, quando sua função principal é a proteção de direitos e o acompanhamento de situações de risco envolvendo crianças e adolescentes.
A secretária municipal de Assistência Social de Ibiraçu, Gisele Crema, destacou a importância da atuação integrada entre diferentes setores — saúde, educação, segurança pública e sistema de justiça — para garantir resultados efetivos nos encaminhamentos realizados pelos conselhos.
Como encaminhamento da reunião, a comissão anunciou a criação de um grupo de trabalho com representantes dos poderes Executivo e Legislativo de Ibiraçu e dos conselhos tutelares. O objetivo é elaborar um modelo de conscientização da sociedade sobre as atribuições dos conselhos tutelares e a importância da rede de proteção, com perspectiva de que o material sirva de referência para outros municípios capixabas.
O presidente da comissão, deputado Alcântaro Filho (Republicanos), ressaltou que a falta de compreensão sobre o papel dos conselhos contribui diretamente para as dificuldades estruturais enfrentadas pelos órgãos em diversas cidades do estado.






