Um adolescente de 16 anos morreu durante uma intervenção da Polícia Militar na noite de terça-feira (7), no bairro José de Anchieta II, no município da Serra. O jovem foi identificado como Ítalo Corrêa de Souza.
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), equipes da Força Tática foram acionadas após denúncia de que cerca de 10 indivíduos estariam efetuando disparos em via pública. Ao chegarem ao local, os policiais relataram ter ocorrido troca de tiros.
Segundo a Polícia Militar, o adolescente estaria armado e teria feito menção de atirar contra os agentes, sendo baleado durante a ação. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. A corporação informou ainda que o jovem possuía histórico de envolvimento com uma facção criminosa da região.
Moradores do bairro apresentaram versão diferente sobre o ocorrido. Uma pessoa próxima à família afirmou que o adolescente já estaria rendido no momento em que foi atingido. A identidade da fonte não foi divulgada.
Horas após o confronto, um ônibus do sistema Transcol foi incendiado no mesmo bairro. Segundo a Polícia Militar, dois suspeitos foram vistos no momento da ação e efetuaram disparos contra os agentes, o que resultou em nova troca de tiros. Os indivíduos conseguiram fugir.
O incêndio foi contido por moradores da região. Não houve registro de feridos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram danos no interior do veículo, com bancos atingidos pelas chamas.
Em nota, a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo informou que, por questões de segurança, as linhas que atendem aos bairros Jardim Tropical e José de Anchieta operaram com desvios de itinerário até às 8h30 desta quarta-feira (8), quando o serviço foi normalizado.
A Polícia Civil do Espírito Santo informou que o caso será investigado pelo Serviço de Investigações Especiais (SIE), vinculado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), responsável por apurar ocorrências de morte decorrentes de intervenção de agentes do Estado.
Fonte: A Gazeta | Júlia Afonso






